sexta-feira, 26 de junho de 2009

O Processo da leitura.


O processo de leitura é complexo pois envolve uma série de fatores para que a interação leitor/interlocutor seja realmente eficaz.
Muito se discute sobre a construção de significado do texto. Vários conceitos sobre este assunto vem surgindo ao longo dos anos. Um dos mais antigos defende que os elementos necessários para a construção do significado do texto se encontram no próprio texto. " O texto se esclarece por si só". Essa abordagem não perdurou por muito tempo. Hoje, defende-se a ideia de que o próprio leitor ( levando em conta as condições de leitura, época, lugar, etc.) é responsável pelo significado do texto.
Os objetivos de leitura também podem gerar significados diferentes a certos textos, porque, a partir dos seus objetivos e interesses, o indivíduo seleciona o material mais cabível para alcançar o que almeja.
Outro ponto importante para a construção do significado é o conhecimento prévio, ou conhecimento de mundo, pois permite ao leitor compreender os dados decodificados. Os conhecimentos prévios são todos os saberes do sujeito, resultantes das diferentes aprendizagens e experiências vividas por ele.
Portanto a construção do significado(s) depende(m) do texto e do leitor. Este motivado por seus objetivos e munido de conhecimentos prévios, consegue compreender a mensagem do texto. O processo de leitura para ser eficaz depende de uma parceria entre texto e leitor.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Gêneros textuais e sequências tipológicas
Análise de um trecho de "Iracema" de José de Alencar e de um fragmento de " A parasita azul" de Machado de Assis.
O texto de José de Alencar apresenta as sequências tipológicas descritivas e narrativas. Porém predomina as sequências descritivas, próprias dos romances românticos. Já no texto de Machado de Assis aparecem as sequências narrativas e descritivas, com predominância das primeiras.
A partir dos dois extratos de textos analisados, fica claro que o texto do Romantismo tem preferência pelo tipo descritivo pois esta escola literária tende a idealizar a mulher, a pátria, o índio, etc. valendo-se do uso de adjetivos valorativos. ( ex. "a virgem dos lábios de mel", " os cabelos mais negros que a asa da graúna", " o pé grácil e nu"). Os textos do Realismo/Naturalismo empregam menos sequências descritivas, e quando as apresentam, elas são mais objetivas e com menos adjetivos.
Gêneros textuais : Definição e Funcionabilidade


1) Por que os gêneros não são estanques e enrijecedores da ação criativa?

R= Os gêneros textuais são dinâmicos e maleáveis, porque são mafestações linguisticas que surgem de acordo com as necessidades de comunicação e interpretação das ações humanas em um contexto discursivo e sóciocultural.


2) Por que os gêneros são caracterizados como práticas discursivas, ou práticas sociocomunicativas, e não como práticas linguisticas?


R= Os gêneros são caracterizados como práticas sóciocomunicativas, porque suas funções comunicativas são mais importantes do que as suas peculiaridades linguísticas e estruturais. São eventos históricos vinculados à vida cultural e social e incontáveis em variedade formal.


3) A palavra suporte aparece várias vezes no texto para designar algo ligado ao texto e ao gênero. A partir do contexto , a que você acha que ela se refere? Dê alguns exemplos.


R= O "suporte" é o canal usado para no processo de comunicação ou o ambiente em que os textos aparecem. Ex: Livros, internet, telefone, outdoors, etc.


4) A partir do que diz o texto, como você acha que surgem novos gêneros?


R= Surgem a partir das inovações em um determinado contexto cultural para ordenar e estabelecer atividades comunicativas do dia a dia. Não são as tecnologias que originam os gêneros e, sim, a intensidade do uso dessas tecnologias e suas interferências na comunicação. Os gêneros não são inovações absolutas, mas apoiam-se em gêneros já existentes, mantendo com estes certas semelhanças.


5) Por que desaparecem gêneros antigos?


R= Desaparecem quando outros os substituem, ou, num determinado contexto cultural, deixam de ter funcionabilidade nas atividades comunicativas.


6) Como se comportam os novos gêneros em relação às fronteiras entre oralidade e escrita?


R= Os novos gêneros deixam mais tênue as fronteiras entre a oralidade e a escrita, por serem maleáveis e por integrarem vários signos linguísticos verbais e não-verbais.


7) Que aspectos podem servir de critério para a classificação de um gênero?


R= Podemos levar em conta, para classificar um gênero, os aspectos estruturais ou linguísticos, os aspectos funcionais e sóciocomunicativos. Em outros casos será o próprio veículo, em que os textos aparecem, que determinarão o gênero presente.


Por: Lucas Neiva
Gênero literário e não-literário


(  Texto: poema " José" de Carlos Drummond de Andrade)
Como obra representativa do Modernismo, as rimas desse poema não são rimas tradicionais ou clássicas.


A) Trancreva um poema ou, ao menos, uma estrofe, sublinhando a última sílaba tônica de cada verso.

Soneto: Transforma se o amador na cousa amada ( Camões)

Transforma se o amador na cousa amada,
por virtude do muito imaginar;
não tenho, logo, mais que desejar,
pois em mim tenho a parte desejada.

Se nela está minha alma transformada,
que mais deseja o corpo de alcançar?
Em si sòmente pode descansar,
pois consigo tal alma está liada.

B) Compare com o trecho de "José". Por que consideramos que as rimas desse poema não são clássicas?

R= As rimas do poema "José" não são clássicas porque não seguem os modelos de organização simétrica dos versos tradicionais, cultivados, por exemplo, por Olavo Bilac, Camões, etc. Os versos brancos ou sem rimas, que começaram a ser utilizados no Romantismo, só foram ralmente explorados no Modernismo para romper definitivamente com os padrões clássicos, que, conforme o exemplo do poema de Camões, são tecnicamente perfeitos.

C) Por que, mesmo não tendo o padrão clássico de rimas poéticas, o trecho de "José" pode ser considerado poético?

R= O trecho de "José" é considerado poético mesmo não seguindo o modelo clássico de rimas, porque há versos rimados ( Sé/bou/gou) e alguns versos brancos. Mas o que verdadeiramente o define como poético é a presença da musicalidade, da linguagem metafórica e dos jogos de palavras.

D) As repetições usadas no poema são comumente usadas em textos escritos? Por que você acha que são usados nesse poema?

R= As repetições não são, ou não devem ser usadas, em textos escritos. Quando usadas constituem vícios de linguagem e reproduzindo no texto marcas da oralidade. Essas repetições podem ser usadas em textos poéticos para reforçar a musicalidade, realçar certas expressões, criar jogos de palavras que contribuirão para a cadência e exploração dos recursos sonoros da língua.


Gestar II

Por: Lucas Neiva

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Unidade 2 - A Proposta Pedagógica do Gestar II

► Revelando as concepções sobre o ensino-aprendizagem e o papel do professor.


1) O que é, para você, processo ensino-aprendizagem?

R= O processo ensino-aprendizagem é o conhecimento produzido em sala de aula mediante a orientação do professor e a participação ativa dos alunos. Podemos dizer que ensino-aprendizagem é o resultado da interação aluno/professor.

2) A partir desta concepção de processo de ensino-aprendizagem, qual é o papel do professor em sala de aula?

R= O professor deve desempenhar o papel de mediador, ou seja, deverá colocar o aluno em contato com o conhecimento. Ele deve apontar caminhos para que os educandos construam seus próprios conhecimentos. Neste contexto, o professor coloca-se mais próximo do aluno, respeitando sua individualidade e seu histórico cultural-familiar, e este com a sua participação informa ao professor o seu nível de interesse. O trabalho do professor não pode ser isolado, e, sim, cooperativo. O aluno deixa de ser apenas um receptáculo para ser, também, agente do conhecimento.