sábado, 27 de março de 2010

Para quem gosta de ler...


É impressionante como a boa literatura não se perde no tempo e no espaço. O romance “Os miseráveis” é prova disto. Escrito no século XIX, por Victor Hugo, relata as mazelas sociais da época, atitudes mesquinhas e grandes gestos de desprendimento e generosidade.
O cunho social e o mergulho nas condições humanas, atribuem ao romance vivacidade, dinamismo e originalidade. Nas descrições psicológicas, físicas e emocionais das personagens, há um tom arrebatador que poucos livros conseguem criar.
As circunstâncias vividas por personagens como Cosette, a órfã; Gavroche, o menino de rua; Fantine, vítima da pobreza e da injustiça e pelo personagem principal, Jean Valjean, são tão atuais que perecem retiradas de tablóides, telejornais, revistas, enfim, da mídia contemporânea.
Mas o que confere ao romance esse brilhantismo e imortalidade, não é apenas a denuncia social ferrenha, e, sim, a mensagem central que é o poder de transformação através de um gesto de amor. Jean Valjean, no inicio rancoroso, hostil e injustiçado, redescobre valores éticos e passa a viver para ajudar os seus semelhantes após receber compreensão e generosidade. A capacidade de alguém mudar suas atitudes através do amor é comovente.
As histórias narradas no livro mantêm-se sempre atuais e vão adquirindo novos significados a cada geração de leitores.


Por: Lucas Neiva

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