sábado, 28 de agosto de 2010

        De quando em vez, são eles os poetas...
                                                                              



Da janela  da minha casa eu vejo...



Da janela da minha casa

eu vejo um sabiá,

voando tranquilamente,

sempre a cantar.


O sabiá é meu amigo,

meu amigo camarada,

fica comigo desde a tarde

até a madrugada.


Da janela da minha casa

eu vejo uma macieira,

onde meu amigo sabiá

passa a manhã inteira.



Mas eu tenho outra amiga,

uma amiga especial

é a janela querida

Fica no fundo do quintal.


 
Pois sem ela não existiria sabiá

 nem macieira.

Só existiria um menino

tristonho a noite inteira

tristonho a vida inteira.

 
Raul Procópio Mota
7º ano 8


                                                                             

                                                                    Da janela da minha casa eu vejo...




Um grande caracol

                                      arrastando-se ao sol...



Uma linda borboleta

                                                   pousada em uma violeta...


Alguns passarinhos

                                                    construindo rapidamente seus ninhos...


 
À noite, uma linda lua

                                     clareando toda a rua...



       Uma gota de orvalho a brilhar

                                             sobre uma folha a balançar...


              Sei que o que vejo da minha janela,

                                              e das minhas janelas

                                                                             são coisas belas.



                            Milena Almeida dos Santos
7º ano 4


Minha cama


 
Minha cama é minha alma!

lá me sinto feliz.

Durmo bem calma,

meu nome é Beatriz


Minha cama é macia.

Minha cama é deliciosa.

Minha cama é uma poesia.

Minha cama é maravilhosa!


Minha cama teve uma briguinha

com os sinais de pontuação.

Na minha cama fiquei chateadinha

depois daquela reunião.
Beatriz Marques Dias
7º ano 13



 
Da janela da minha casa eu vejo...



Da janela minha janela eu vejo

Crianças brincando e

Pássaros voando.


Da janela da minha casa eu vejo

Uma praça legal

Com uma grande quadra de futsal.


Da janela da minha casa eu vejo

Meus amigos brincando

E até alguns me chamando.


 
Da janela da minha casa eu vejo

Pessoas orando

E outras se drogando.


Da janela da minha casa eu eu vejo

Muitos adultos indo trabalhar

Pois o pão de cada dia tem que comprar.


 
Thomás de Barros O. Vidal
7º ano 8


MEMÓRIAS LITERÁRIAS


“ A vida não é a que a gente viveu,
          e sim a que a gente recorda,
      e como recorda para conta-la.”
             Gabriel Garcia Márquez




Os diversos gêneros literários, entre eles as memórias, são importantes porque transmitem conhecimento de mundo de forma "agradável e  ao mesmo tempo profundo". Seu objetivo maior é provocar prazer estético a partir de uma elaboração especial da linguagem, que comove, encanta ou diverte. O ensino das memórias deve ser ministrado de forma sistemática na escola, pois este gênero não é adquirido em
situações comunicativas informais. 

Seguem algumas memórias literárias produzidas por alunos do sétimo ano da Escola Estadual "Dr. Norberto", em Cataguases.



As mandingas do meu avô




Meu avô era muito agitado, sempre estava andando, nunca ficava sentado.Ele era muito bonzinho, sempre nos dava muito afeto. Andava com seu chapeuzinho velho e alegrava todo o mundo.Todos ficavam contentes vendo ele passar.

Mas, suas listras nos olhos, seu corpo todo enrugado, veias aparecendo, os olhos cheios de lágrimas... às vezes, dava tristeza para quem o olhava.

Quando eu era pequeno, tudo que eu pedia ele me dava. Podia ser balas, chicletes, pirulitos e muito mais, mas escondido do meu pai, é claro. Ah! se ele visse meu avô me dando estas coisas, ele nos mataria. Ainda bem que nunca viu, pois era assim que eu gostava.

E quando era hora de dormir, eu ia no quartinho do meu avô para despedir dele. Ele me dava um abraço carinhoso e demonstrava que estava cansado. Abria a boca, seus olhos quase fechados... e dava um cochilo e eu ia embora sem ele saber.



Autor: Guilherme De Paula da Silva Moreira

7º ano 4

 


Um medo de dormir...



A noite se repetia, ir ao banheiro, escovar os dentes e ir para a cama. Mas quando a luz se apagava o medo vinha. Os olhos não fechavam. A TV no fundo falando, pai e mãe dormindo.

Às vezes, no meio da noite, pesadelos me atormentavam, minha mãe carinhosa vinha me abraçar... mas quando a luz se apagava e ela ia embora, os pesadelos voltavam e o medo de dormi também.

No outro dia, encarava isso tudo como uma brincadeira. Ia para a escola. No caminho, me questionava, eram pesadelos ou sonhos?

 
Autora: Beatriz Marques Dias
7º ano 13